O artista e ativista Mundano achou uma maneira inusitada de protestar contra os crimes ambientais que tomam o Brasil e suas riquezas naturais de assalto. Usou lama do rompimento da barragem de Brumadinho; cinzas de queimadas no Cerrado, na Amazônia, na Mata Atlântica e no Pantanal; e óleo que atingiu as praias do Nordeste como matéria-prima para uma série de obras que agora ele expõe na Semana de Arte Mundana. Destaque é o convite (à esquerda) para a abertura da mostra que foi inspirado no icônico cartaz da Semana de Arte Moderna (1922), de Di Cavalcanti. A exposição acontece na Galeria Kogan Amaro, em São Paulo.

(Nota publicada na edição 1260 da Revista Dinheiro)